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O QUE SÃO BIOFLAVONÓIDES ?



São pigmentos vegetais hidrossolúveis, que dão cor às cascas, caules, flores, folhas, frutos, raízes e sementes das plantas, cujas variantes catalogadas já somam mais de 1.200, dividas em inúmeros subgrupos – flavonas, flavonóides, flavononas, isoflavonas etc.
     Os bioflavonóides foram descobertos pelo Prêmio Nobel Albert Szent-Gyorgyi durante o processo de tentativa de isolar a vitamina C. A primeira propriedade por ele observada foi a ação protetora que exerciam sobre a capilaridade ao interromper o sangramento das gengivas. Estudos subseqüentes mostraram, no entanto, que os bioflavonóides não respondiam às definições das vitaminas, assim como não era possível identificar sintomas típicos para sua deficiência – razões alegadas pelo FDA, em 1968, para declará-los terapeuticamente ineficientes e proibir a sua prescrição médica. Esses argumentos, porém, não foram suficientes para interromper as pesquisas, que logo constataram a interdependência dos bioflavonóides com a vitamina C – a vitamina C necessita deles para que possa ser devidamente absorvida e utilizada, assim como os bioflavonóides necessitam dela para que não sofra oxidação. Nos anos 80, os bioflavonóides voltam à cena devido a uma série de estudos que constaram seus benefícios e o fato de que, tal como a vitamina C, eles também precisam ser adquiridos através da alimentação ou da suplementação alimentar, pois o organismo não consegue produzi-los.
     Principais Propriedades dos Bioflavonóides
·             Anestésica    aliviam a dor das pernas, costas e contusões típicas dos desportistas.
·             Antialérgica    controlam a liberação da histamina e de outros mediadores das reações alérgicas.
·             Antiespasmódica    combatem as contrações musculares.
·             Anti-hematômica    previnem os hematomas.
·             Anti-hemorrágica    previnem as hemorragias.
·             Antiinflamatória    inibem a formação de prostaglandinas e leucotrienos pró-inflamatórios.
·             Antiviral    atuam contra o vírus da pólio e do herpes tipo I, o vírus respiratório sincicial, o vírus parainfluenza, o echovírus, o rinovírus (principal causa dos resfriados) etc.
·             Imunomoduladora    condicionam o sistema imunológico – inibem ou estimulam -, segundo a necessidade do momento.
     Outras propriedades relacionadas aos bioflavonóides são o combate às câimbras, o fortalecimento dos vasos sangüíneos e a conseqüente prevenção do sangramento da gengiva, nariz, hemorróidas, varizes etc. Em sinergia com a vitamina C, eles atuam, de modo ainda mais abrangente, na deficiência de atenção, nos processos degenerativos dos olhos, do câncer, da doença de Parkinson etc.
      Principais Fontes Alimentares dos Bioflavonóides
     As maiores concentrações de bioflavonóides se encontram na própolis, na parte branca das frutas cítricas, no pimentão, damasco, cereja, toronja (grapefruit), uvas, limão, laranjas e ameixa.
Principais "ladrões" de Bioflavonóides Agentes oxidativos. Agrotóxicos. Aspirina. Cortisona. Diuréticos. Drogas recreativas e medicamentosas. Estresse. Excesso de água, de sal e de calor.  Febre. Pasteurização. Poluição. Tabaco.
     Possibilidades de Uso dos Bioflavonóides
     Arteriosclerose. Artrite. Asma. Cãimbras. Catarata. Colesterol alto. Contusões. Degenerescência da mácula. Diabetes. Doenças cardíacas. Edema. Estimulação da produção da bílis. Excesso de fluxo menstrual. Fragilidade capilar. Glaucoma. Hemorróidas. Hepatite. Herpes oral. Machucados. Menopausa.
     Normalização dos níveis do colesterol. Perda da visão noturna.
    Problemas circulatórios. Problemas na retina. Sangramento das gengivas, nariz e útero. Tensão pré-menstrual. Úlcera péptica. Varizes. Vascularização cerebral.

Fonte : http://sergiosg1959.wordpress.com/
 

ANTIOXIDANTES E BIOFLAVONÓIDES

A produção contínua de radicais livres durante os processos metabólicos gerou o desenvolvimento de mecanismos, suportados pelos antioxidantes endógenos como algumas enzimas metabólicas e vitaminas, que limitam os níveis existentes destes elementos no corpo humano, de modo a impedir danos celulalares e tecidulares significativos.
Há também fontes exógenas abundantes de antioxidantes na natureza, onde podemos destacar, por exemplo, as vitaminas A, C, E e os bioflavonóides.
Os bioflavonóides, ou apenas flavonóides, são substâncias polifenólicas, pigmentos naturais amplamente distribuídas em plantas, frutas e verduras. Já foram identificados mais de 5.000 flavonóides. O termo fenólico ou polifenólico pode ser definido como sendo uma substância que tem um ou mais núcleos aromáticos, contendo substituintes hidroxilados e/ou derivados funcionais, como ésteres, glicosídeos e outros. Os flavonóides mais comuns encontrados na natureza são flavonóis, flavononas e flavonas.
As principais fontes de bioflavonóides são as frutas cítricas, onde são encontradas a quercitina, a hesperidina, a rutina, a naranjina e o limoneno, que são chamados citroflavonóides. A quercitina é um flavonóide amarelo-esverdeado presente nas cebolas, maçãs, brócolos, cerejas, uvas e repolho roxo. A hesperidina encontra-se na casca das laranjas e limões. Por outro lado, a naranjina confere o sabor amargo a frutas como laranja, limão. O limoneno é encontrado no limão e na laranja-lima.
Até à algum tempo as investigações médicas tinham por objectivo prevenir doenças. Os cientistas tem vindo a focar-se no papel dos nutrientes e respectiva influência na saúde. Em particular, as preocupações centram-se na redução do risco de doenças crónicas e degenerativas. Inúmeras investigações tem-se focado em nutrientes com vitamina C, E e betacaroteno (percursor da vitamina A). Pensa-se que estes podem desempenhar um papel significativo na redução do risco de patologias crónicas pelo capacidade de neutralizar os radicais livres.
Mais do que estes compostos, as xantonas revelaram muito recentemente possuirem capacidades antioxidantes muito mais intensas do que qualquer dos nutrientes tradicionalmente referidos como antioxidantes.
Pelo processo de geração de radicais livres, os antioxidantes perdem um electrão, sem que se convertam em substâncias quimicamente instáveis. Ao igualar o número de electrões que o radical livre contém, tornam-no menos prejudicial.
Exitem 2 tipos de antioxidantes.
  1. Sistemas enzimáticos antioxidantes
As defesas do organismo actuam através de enzimas que contém um ião de metal na sua estrutura. Estas transferem um electrão de ião de metal para o radical livre diminuindo a sua capacidade de reacção. Estas enzimas antioxidantes contém ferro, selénio, manganês, zinco ou cobre. Não é ainda claro se doses elevadas destes minerais podem ter consequências adversas ao organismo. As investigações têm vindo a centrar-se sobretudo em nutrientes antioxidantes.
  1. Nutrientes antioxidantes
Os nutrientes antioxidantes têm papel activo contra o ataque dos radicais livres. Por exemplo a vitamina E deixa-se atacar ela própria pelos radicais livres, actuando como tampão químico. Esta vitamina converte-se também num radical até que a vitamina C a devolva ao estado normal, quebrando-se a cadeia. A vitamina C pode reagir com os radicais livres, actuando como bloqueador. O betacaroteno desempenha uma função mais importante do que a vitamina E na protecção das membranas celulares, proteínas e ADN. Uma molécula de betacaroteno pode diminuir a energia de 1000 moléculas de oxigénio desemparelhadas.
Os bioflavonóides têm grande importância na protecção do organismo contra a acção dos radicais livres. Seu alto poder antioxidante protege as membranas celulares da lipoperoxidação. Os bioflavonóides podem, também, de forma indirecta minimizar o efeito imunodepressor dos radicais livres, pela inibição da acção da ciclooxigenase ao reduzir a formação de hidroperóxidos, processo fundamental para a transformação do ácido araquidônico em PG H2 (PGH2), a partir da qual se formam a PGE2, a PGD2 e a PGF2.
O teste laboratorial mais conhecido por ORAC (Oxygen Radical Absorbance Capacity) mede a capacidade de absorção de radicais Oxigénio por uma determinada substância. Estudos demonstraram que uma porção de sumo de mangostão tem 20-30 vezes mais capacidade de absorção de radicais livres do que a mesma porção da maior parte das frutas e vegetais. O teste ORAC é uma das mais precisas formas de medir a capacidade dos antioxidantes para absorver radicais livres.

Papel dos antioxidantes tradicionais:
Por exemplo, a incidência de cancro do estômago é muito alta no Japão e baixa nos EUA, enquanto que a incidência de cancro do cólon é muito mais alta nos EUA do que no Japão. Emigrantes Japoneses nos EUA e com os hábitos de alimentação modificados segundo a nova cultura, apresentam o mesmo padrão de cancro de cólon.
Vários autores asseguram que cerca de 25% dos cancros de indivíduos masculinos e 50% dos indivíduos femininos são explicados pelos hábitos alimentares.
Vários trabalhos demonstram que dietas ricas em fibra e vitamina C e betacaroteno, reduzem o risco de vários cancros;
  • Estudo de Menkes
Avaliados 25802 indivíduos com idades entre os 25 e 64 anos. Em 1974 as amostras de sangue foram congeladas. Entre 1975 e 83, 99 indivíduos desenvolveram cancro do pulmão e constatou-se que o nível de betacaroteno era mais baixo do que os outros.
  • Estudo de Basileia
Foram avaliadas 3000 pessoas com média de idade de 51 anos, entre 1971 e 1982, das quais 102 morreram de cancro. Os que faleceram de cancro de pulmão apresentavam índices de betacaroteno mais baixo dos que não desenvolveram cancro.
Outros estudos observaram a mesma relação de incidência de cancro do estômago, esófago e leucemia.
Noutros estudos demonstrou-se a relação entre os baixos níveis de vitamina C no sangue e o cancro de estômago e do esófago.
  • Estudo Enstrom
11348 Adultos com idades entre 25 e os 74 anos de idade que consumiram diariamente 300 a 400mg de vitamina C. O estudo decorreu entre 1971 e 1984. Verificou-se aumento da esperança de vida em 6 anos. O maior efeito foi notado nas mulheres.
  • Estudo da Finlândia
29000 Indivíduos masculinos entre 50 a 69 anos de idade, fumadores. Há correlação entre o cancro do pulmão e consumo de antioxidantes.
A Harvard Medical Schol estudou a influência dos suplementos dietéticos com um ou mais antioxidantes na redução do risco de desenvolvimento de doenças coronárias. Notaram-se 50% menos de segundos enfartes.
Existe assim uma clara associação entre os baixos níveis de antioxidantes e maior incidência de doenças cardiovasculares. Existem também indícios de que os nutrientes antioxidantes ajudam a proteger os olhos de desenvolvimento de cataratas, ou pelo menos retardar o seu aparecimento.
Inúmeros outros estudos tem vindo a ser elaborados, os quais comprovam a correlação positiva, e os óptimos resultados de melhoria em pessoas afectadas por patologias várias.
Ver em investigação.
Nos estados iniciais de muitas das doenças degenerativas verifica-se disfunção das mitocondrias1, stress oxidativo, e reduzidos níveis de transmissão de sinais entre as sinapses. Muitos genes associados a doenças neurodegerativas são agora reconhecidos como reguladores da função das mitocondrias, estados redox2, ou a exocitose3, de neurotransmissores. As mitocondrias estão concentradas nas sinapses, e alterações destas podem ser determinantes na transmissão de sinais.
Disfunções acontecem e stress oxidativo dá-se em estados iniciais de muitas das doenças. Por exemplo, os neurónios do hipocampo são os mais vulneráveis a patologias degenerativas, e contém inúmeros marcadores de stress oxidativo.
A regulação da função das sinapses e dos níveis de oxigénio reactivo pelas mitocondrias, pode ser perturbada o que se traduz comummente em estados iniciais de algumas doenças neurodegenerativas.

1 A mitocôndria é um organelo, importante na respiração celular. É abastecida pela célula que a hospeda de substâncias orgânicas como oxigénio e glicose, as quais processa e converte em energia sob a forma de ATP, e que fornece à célula hospedeira. Tem como função a liberação de energia, e está especialmente presente em células do sistema nervoso e no coração.
ATP - Adenosina tri-fosfato, é uma molécula orgânica responsável pelo armazenamento de energia em suas ligações químicas
2 As reações de redução-oxidação (também conhecido como reação redox) são as reacções de transferência de elétrões. Esta transferência produz-se entre um conjunto de espécies químicas, um oxidante e um redutor (uma forma reduzida e uma forma oxidada respectivamente).
3 Exocitose é o processo pelo qual uma dada célula liberta substâncias para o fluido extra celular, seja o fluido que envolve as células de um tecido nos organismos multicelulares, seja para o ambiente aquático, por modificação da membrana celular, ou seja, sem ser por difusão. É o oposto de endocitose. As substâncias a serem libertadas pela célula podem ser produtos de excreção, secreções, tais como toxinas ou hormonas, ou neurotransmissores (nas sinapses dos nervos).
Fonte : http://www.xantonas.pt/

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