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PRÓS E CONTRAS DA DIETA SEM GLÚTEN

 


O que é o glúten?

          O glúten é uma substância fibrosa, elástica, pegajosa, de coloração âmbar, formado pelas proteínas quando a farinha de trigo é misturada com água e submetida a mistura mecânica.
        

                                           
É o responsável pela retenção dos gases da fermentação, o que promove o crescimento dos pães. Também retém a umidade da massa e do pão depois de assado, além de promover a elasticidades desta.
          Encontrado na farinha (a de trigo é a mais rica neste composto), o glúten é composto por dois grupos de proteínas: as gliadinas e as gluteninas. As primeiras são prolaminas responsáveis pela extensibilidade da massa. Já as gluteninas são as responsáveis pela elasticidade da massa.
          Quando a farinha é misturada com a água, sob esforço mecânico, essas duas proteínas hidratam-se formando um complexo protéico pela sua associação
através de pontes de hidrogênio, ligações de van der Waals e ligações dissulfito, este complexo é o que chama-se glúten.
          As características desejadas para o glúten podem ser alteradas por diversos fatores como, por exemplo, se o teor de água for insuficiente, não haverá a completa formação deste. A propriedade de extensibilidade pode ser afetada pela falta de lipídios e pelo excesso de oxidação. A resistência do glúten pode diminuir com o excesso mecânico ou com a presença de enzimas proteolíticas, que destroem a cadeia peptídica.




























































O consumo de alimentos ricos nessa proteína deve ser moderado até mesmo por não celíacos.

"Não contém glúten". Quantas vezes não lemos essa frase em embalagens de alimentos como pães, biscoitos, bolos, bolachas e massas? Apesar da grande frequência com que esse aviso aparece, o glúten ainda é encontrado em uma infinidade de outros produtos industrializados que também consumimos. Saber quais os cuidados ao ingerir esses alimentos é importante tanto para pessoas que possuem intolerância à substância - a chamada doença celíaca - quanto para quem não possui, já que o glúten traz algumas mudanças em nosso organismo. A seguir, você confere o que especialistas recomendam sobre esse consumo:

O que é o glúten?


"O glúten nada mais é do que uma proteína de tamanho grande, formada por duas proteínas menores chamadas gliadina e glutenina. Ele é encontrado junto ao amido, em cereais como trigo, centeio, aveia, cevada, triticale e malte", conta a nutricionista Maíra Barreto Malta, da UNESP. "Todos os alimentos derivados desses grãos, como farinha de trigo, cerveja e uísque, também possuem glúten em sua composição", completa.
Essa substância possui diferentes finalidades na produção dos alimentos. No processo de fermentação do pão, por exemplo, o glúten contido na farinha de trigo é responsável pela permanência dos gases no interior da massa, fazendo com que o pão aumente de volume e não diminua após esfriar.

"Assim como carne e alguns vegetais, o glúten pode ser usado como fonte de proteínas para o corpo", diz Vera Lúcia Sdepanian, chefe do Departamento de Gastroenterologia da Unifesp. Quando é cozido, ganha uma consistência firme, parecida com a da carne vermelha, e pode ser servido sem nenhum outro ingrediente além de temperos. Normalmente, em restaurantes vegetarianos, o caldo de glúten cozido é usado para dar mais gosto ao prato.  
Ele faz mal?

A nutricionista Maíra afirma que o glúten não faz mal para pessoas sem a doença celíaca, pois pessoas "não doentes" não sofrem as reações químicas que danificam o intestino. "Há alguns relatos de pessoas que se sentem com distensão abdominal ao consumir grande quantidade de alimentos ricos em glúten, mas esse sintoma não tem nada a ver especificamente com essa proteína", explica.

O problema em consumir alimentos que possuem glúten não está nessa proteína em si, mas sim nas outras características desses alimentos. "As opções ricas em glúten são bastante energéticas. Como a energia é armazenada no corpo em forma de gordura, o consumo exagerado desses alimentos pode levar ao aumento de peso,
obesidade e posteriormente ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares crônicas", explica a nutricionista.

Pessoas não celíacas também podem ter reações ao ingerir esses alimentos, mas relacionadas a outros distúrbios. "Muitos na verdade são alérgicos ao trigo, mas associam os sintomas dessa doença, como a urticária, à ingestão de glúten, o que é totalmente incorreto", conta a nutricionista Vera. 
O que é doença celíaca?

Uma pessoa diagnosticada com doença celiaca não pode comer nenhum tipo de alimento que contenha glúten. "Indivíduos com essa doença tem uma reação anormal à ingestão de glúten. O corpo acaba liberando substâncias como a citosina, que danifica e atrofia a parede do intestino delgado. Se não houver um acompanhamento ou um controle da alimentação, essa doença pode levar à morte", diz Vera Lúcia.

O sintoma mais clássico dessa doença é a diarréia crônica, causada pela inflamação no intestino delgado, que passa a apresentar falhas na absorção dos nutrientes. "Além disso, os celíacos podem apresentar déficit no crescimento, atraso menstrual, esterilidade, aftas recorrentes e dificuldades para tratar
anemia, já que o intestino não consegue absorver o ferro", diz Vera Lúcia.  
Não há cura para essa doença, mas procurar um médico que indique uma dieta sem glúten é o melhor tratamento. "É importante ressaltar que, após o aparecimento desses sintomas, a pessoa não deve parar de comer alimentos que contenham glúten por conta própria. Essa ação pode prejudicar ainda mais o organismo. Só um profissional, depois de fazer uma biópsia do intestino, pode fazer o diagnóstico da doença e indicar uma dieta adequada", recomenda a nutricionista.

É bem provável que o médico indique alimentos que pode ser usados como substitutos do glúten. "Opções feitas com farinha de arroz, fécula de batata, quinua, milho e mandioca são ótimas alternativas. Esses alimentos, assim como o trigo, a centeia e a aveia, são ricos em fibras e proteínas", diz Maíra.  

Intolerância ao glúten pede dieta restrita
Uso de medicamentos é necessário apenas em casos raros
A doença celíaca, também conhecida como intolerância permanente ao glúten, substância presente no trigo, na cevada, na aveia e no centeio, é uma das patologias intestinais mais estudadas no mundo. Apesar do problema ainda não ser extensamente conhecido, já se sabe que os indivíduos mais afetados são aqueles que possuem algum celíaco na família, sofrem de diabetes tipo 1, apresentam artrite reumatoide juvenil ou nasceram com Síndrome de Down.

Os sinais que indicam a presença de
doença celíaca são diarreia, gases, vômito, perda de peso, fome intensa, fraqueza, fadiga, ausência de menstruação, infertilidade, irritação e depressão. Mas esses indicadores não aparecem em todos. "Estima-se que 50 a 60% dos celíacos têm pouco ou nenhum sintoma. A doença pode ser descoberta após intervenção cirúrgica gastrointestinal, estresse, gravidez, infecção viral ou bacteriana", explica o gastroenterologista Itamar Souza Júnior, do Hospital de Brasília.  
O que acontece quando a patologia não é identificada e a pessoa continua ingerindo glúten é que o organismo reconhece erroneamente essa proteína como um elemento a ser destruído. O intestino delgado possui vilosidades, algo semelhante a pregas, que fazem com que a área de absorção dos alimentos seja maior. Os anticorpos acionados para combater o glúten prejudicam essas vilosidades, o que piora a captação de nutrientes, principalmente gordura, cálcio, ferro e ácido fólico. A deficiência desses itens pode levar a osteoporose, anemia, infertilidade e defeitos no nascimento, entre outros.

Para evitar o agravamento da doença, o portador não pode consumir nenhum alimento que contenha trigo, cevada, aveia e centeio. Por isso, diz-se que a dieta dos celíacos é sofrida. Eles não podem consumir cerveja, pão, pizza e massa, entre outras delícias. Mas os cereais que possuem glúten podem ser substituídos com facilidade hoje em dia. 

Derivados de arroz, milho, batata e mandioca são liberados na dieta dos celíacos

"O paciente não é obrigado a fazer refeições sem graça", afirma a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella. Muitas empresas já contam inclusive com produtos livres de glúten. Além disso, em 2004, entrou em vigor, no Brasil, uma lei que obrigou todos os alimentos industrializados a advertirem sobre a presença ou não de glúten.

O problema é maior nas preparações caseiras. O médico Itamar Souza Júnior dá algumas orientações: carnes e legumes empanados não devem ser consumidos. Mesmo o óleo onde foram imersos esses alimentos deve ser descartado. É indicado até evitar compartilhar pratos onde foi servida alguma preparação que tinha algum dos componentes proibidos. 
Nos restaurantes e festas de amigos é necessário pedir informações sobre o que é isento de glúten. O cuidado deve ser tanto que não se pode polvilhar formas com as farinhas feitas dos cereais aos quais a pessoa é intolerante.

Derivados de arroz, milho, batata e mandioca são liberados na
dieta dos celíacos. As bebidas alcoólicas permitidas são vinho, aguardente, espumante, champanhe e saquê. A farinha de rosca não costuma ser vista como um alimento que contém glúten. Mas, como é produzida a partir do pão, possui a proteína.

Obedecendo as restrições alimentares, apenas raríssimos casos vão precisar de medicamentos, tranquiliza o gastroenterologista de Brasília. Uma visita anual ao médico e à nutricionista é essencial para o controle da doença e a prevenção de problemas associados a ela.

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