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VITAMINA D E IMUNIDADE - PROTEÇÃO E TRATAMENTO CONTRA DOENÇAS INFECCIOSAS E DEGENERATIVAS,INCLUSIVE ESCLEROSE MÚLTIPLA



CONSIDERAÇÕES GERAIS


Vitamina D: mais que uma vitamina

O que sabíamos sobre a vitamina D até há poucos anos não passava de alguns parágrafos dentro do capítulo da Endocrinologia que estudava o metabolismo dos ossos. Sabíamos que ela era essencial para a absorção intestinal de cálcio e para a saúde óssea, e que provavelmente era esse o objetivo de nossas mães quando nos obrigavam a ingerir aquela solução oleosa e com cheiro de peixe, que mesmo a contragosto, deglutíamos tapando o nariz ou ingerindo um gole de café, logo em seguida. "Na minha geração, todas as crianças recebiam sua dose de óleo de fígado de bacalhau diariamente e pensávamos que esse procedimento atenderia apenas às necessidades do estirão de crescimento infantil. Hoje, sabemos muito mais sobre a vitamina D, suas fontes e seus benefícios. E eles parecem ser muito maiores do que pensávamos antes", informa a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Atualmente, sabemos que os receptores da vitamina D são específicos para ela e que estão espalhados pela maioria das células do nosso corpo. Como acontece com os hormônios em geral, a vitamina D age através da ligação aos seus receptores celulares, onde consegue chegar através da corrente sangüínea, exercendo com versatilidade várias ações biológicas, muito além do metabolismo ósseo. Tudo isso dá a ela o status hormonal e uma posição de destaque entre as vitaminas ditas lipossolúveis.

Ações da vitamina D

As ações mais conhecidas da vitamina D ocorrem no sentido de promover a mineralização óssea e um balanço positivo de cálcio. Somente através dela é que conseguimos absorver o cálcio dos alimentos que ingerimos e depositá-lo eficientemente nos ossos. Esse efeito garante o crescimento das crianças e dos adolescentes e ossos fortes e ricos em cálcio em todas as idades. "Daí, podemos imaginar, que quando os estoques de vitamina D se tornam insuficientes na criança, ela não cresce, passando a apresentar ossos e dentes sujeitos a fraturas e ossos amolecidos que vão se deformando ao longo da vida. Trata-se de uma doença chamada raquitismo. Nos adultos, a mesma doença é chamada osteomalácea e as queixas são de dores ósseas generalizadas com a evidência laboratorial de osteopenia e osteoporose, quando se realiza a densitometria óssea", diz a diretora do Citen.

Atualmente, sabemos que a vitamina D interfere em várias outras funções orgânicas e as pesquisas têm evoluído e mostrado isso, como se segue:

(1) Efeito no sistema imunológico - a vitamina D parece ter um papel essencial na habilidade com que o nosso corpo reage contra vários microorganismos, dentre estes, o bacilo da tuberculose, infecções do trato urinário e o vírus da gripe. "Além de interferir na imunidade inata, a vitamina D é capaz de induzir a chamada tolerância imunológica, que faz com nosso corpo deixe de reagir contra si mesmo como ocorre em muitas doenças ditas auto-imunes, como a esclerose múltipla, o lúpus eritematoso sistêmico e o diabetes tipo 1", explica Ellen Paiva. Isso abre um caminho promissor para a utilização da vitamina D em todas essas patologias. Os estudos em humanos já estão em andamento, baseados nos resultados animadores obtidos em pesquisas com animais;

(2) Efeitos na prevenção e no tratamento do câncer - a maior ação da vitamina D, além de seus efeitos calcêmicos, é a sua atestada capacidade de modular a proliferação celular de células benignas e malignas. "A primeira aplicação dessa descoberta tem sido o uso de um análogo da vitamina D ativa no tratamento da psoríase, uma doença inflamatória e recorrente da pele, caracterizada pela intensa proliferação de tipos específicos de células cutâneas. Na oncologia, os estudos com a vitamina D têm causado muita expectativa, após as várias observações da menor incidência e mortalidade de diversos tipos de câncer (colorretal, próstata, mama, dentre outros) nas pessoas com maior exposição à luz ultra violeta e maior ingestão alimentar ou suplementar de vitamina D", informa a médica. Apesar disso, o que está atualmente claro é o risco exercido pela carência de vitamina D na indução dos diferentes tipos de câncer, restando-nos agora comprovar o papel da suplementação da vitamina D na prevenção e no tratamento do câncer;

(3) Efeito protetor cardiovascular - quando observamos a associação de baixos valores de vitamina D com a maior incidência de doenças do coração como o infarto, passamos a postular a hipótese da proteção cardiovascular exercida por essa vitamina. "Aparentemente, isso ocorre devido ao fato de que as várias condições de risco cardiovascular estejam associadas também a baixos níveis de vitamina D", complementa a endocrinologista.

De onde vem a vitamina D

As fontes alimentares de vitamina D são: ovos, fígado, manteiga e peixes gordos, dentre eles, o arenque, a cavala, a sardinha e o atum, inclusive os enlatados. Os peixes magros acumulam a gordura no fígado e são também fontes muito importantes de vitamina D, como é o caso do óleo de fígado de bacalhau. Hoje em dia, a tecnologia tornou possível a fortificação de alimentos com vitamina D e muitos leites e margarinas já estão enriquecidos com ela. "Entretanto, a principal fonte de vitamina D é a exposição à luz solar, que através da irradiação ultravioleta do tipo B (UVB) produz na pele grande quantidade de vitamina D, sofrendo influências de alguns fatores como a estação do ano, a latitude, o horário do dia, a intensidade de pigmentação da pele, a idade e o uso de roupas ou protetores solares", informa Ellen Paiva.

Estoques corporais de vitamina D

Os estoques corporais de vitamina D já podem ser aferidos através da dosagem sangüínea de uma de suas frações. Atualmente, já sabemos que as quantidades necessárias para a manutenção da saúde são variáveis com a idade e são maiores do que pensávamos anteriormente. "Através destas quantidades recomendadas, passamos a entender quais os fatores mais importantes na adequação dos estoques corporais da vitamina, quando eles estão reduzidos e observamos que os alimentos fontes ou sua suplementação são muito menos eficazes quando comparados à exposição ao sol", defende a endocrinologista Ellen Paiva.

Em países próximos do Equador, a radiação ultravioleta do sol atravessa a camada de ozônio da estratosfera da terra o suficiente para permitir a produção de vitamina D pela pele durante todo o ano. Apesar disso, com o avançar da idade, reduz-se a capacidade de produção cutânea de vitamina D e aumenta-se a prevalência de deficiência dessa vitamina. "Uma pessoa de 70 anos, por exemplo, consegue produzir apenas 20% da vitamina D produzida por uma pessoa jovem. Nesses casos, a suplementação de 700-800UI/dia de vitamina D parece reduzir o risco de fraturas em pessoas idosas, podendo ainda ter um impacto positivo nos parâmetros musculares e esqueléticos evidenciados pelo aumento da massa magra em crianças e adolescentes propensos à deficiência da vitamina D, especialmente quando têm limitada exposição à luz solar", informa a médica.

"No Brasil, nossa dieta é relativamente pobre em vitamina D e dependemos muito da luz solar para garantir estoques adequados desta vitamina no organismo. Mesmo se tratando de um país tropical, a nossa incidência de hipovitaminose D alcança 40% das mulheres, na menopausa, e 80% delas, aos 80 anos. Daí a importância da suplementação das pessoas nessa faixa etária", defende a diretora do Citen.


Fonte:http://www.citen.com.br/saude/vitamina-d--mais-que-uma-vitamina.aspx

Vitamina D ajuda a evitar infecções respiratórias em crianças no inverno

Em novo estudo, crianças com baixos níveis do nutriente que passaram a tomar suplementos da vitamina reduziram o risco do problema pela metade

Doenças alérgicas: crianças com maiores índices do hormônio cortisol na saliva tendem a ter mais alergias
Infecções respiratórias: suplementos de vitamina D podem reduzir o problema no inverno (Thinkstock)
Crianças com baixos níveis de vitamina D que passam a tomar suplementos do nutriente podem chegar a reduzir pela metade o risco de apresentar alguma infecção respiratória, especialmente nas estações mais frias do ano. Essa é a conclusão de um estudo feito no Hospital Geral de Massachusetts, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e publicado nesta segunda-feira na revista Pediatrics. Para os pesquisadores, os resultados mostram que doses dessa vitamina podem ser consideradas como uma forma barata e segura de prevenir doenças mais graves relacionadas ao trato respiratório, como bronquite ou pneumonia, entre os mais jovens.

Saiba mais sobre aVitamina D


  Também chamada calciferol, a vitamina D promove a absorção do cálcio pelo organismo após a exposição solar. 90% da vitamina D que precisamos vem da exposição ao sol. A deficiência da vitamina pode provocar raquitismo, alterações no crescimento e nos ossos, além de reduzir a imunidade. A vitamina D está relacionada ainda ao bom funcionamento do coração, do cérebro e da secreção de insulina pelo pâncreas. A presença significativa da substância é vista em poucos alimentos, como fígado, óleos de peixes gordurosos e gema de ovo.


Segundo os autores do estudo, outras pesquisas vêm apontando para outros benefícios da vitamina D além do mais conhecido, que é a proteção à saúde dos ossos. Os efeitos positivos sobre a imunidade, como a redução da incidência de gripes e resfriados, é um deles, mas os trabalhos que indicaram essa associação foram inconclusivos. A maior parte desse nutriente no organismo é produzida naturalmente pelo corpo com a exposição à luz solar, mas durante o inverno e em certas regiões, os períodos de sol são mais restritos, o que torna especialmente difícil a produção natural da vitamina D.
Essa pesquisa foi realizada na Mongólia, país cujos habitantes costumam apresentar deficiência em vitamina D, principalmente no inverno. Das 744 crianças em idade escolar selecionadas para o estudo, quase 250 apresentavam baixos níveis do nutriente. Dessas, metade passou a receber doses diárias de suplementos de vitamina D junto ao leite e o restante, somente o leite sem o nutriente. O trabalho foi realizado durante os três meses do inverno e, ao final deste período, a incidência de infecções respiratórias foi duas vezes menor entre grupo que ingeriu doses da vitamina em comparação com as crianças que não receberam a substância. Para os pesquisadores, os próximos estudos devem responder a questões como se as crianças com níveis saudáveis de vitamina D também podem se beneficiar com suplementos do nutriente no inverno.

Vitamina D ajuda a prevenir doenças respiratórias em bebês

Banhos diários de sol são importantes para evitar doenças, segundo pesquisa

Bebê
(Photodisc)
 
A vitamina D ajuda a combater as infecções respiratórias em bebês, segundo um estudo publicado na edição de janeiro da revista Pediatrics. De acordo com a pesquisa, para proteger os filhos de problemas desse tipo, as mães devem tomar doses diárias da vitamina durante a gravidez, além de expor os bebês a banhos diários de sol. Os pesquisadores detectaram, porém, que a asma não pode ser evitada por meio de tais procedimentos.
Durante o estudo, o médico da Escola de Medicina de Harvard, Carlos Camargo, e sua equipe acompanharam 1000 crianças neozelandesas do nascimento aos cinco anos de idade. Todas elas tiveram seus níveis de vitamina D no cordão umbilical medidos. As mães desses bebês também foram submetidas a um questionário, que incluía perguntas sobre seu histórico de doenças respiratórias e se tomaram suplementos de vitamina D durante a gravidez.
Os pesquisadores descobriram, então, que aquelas crianças cujas mães tomaram suplementos durante a gestação tinham menos incidência de infecções respiratórias que as demais. Já as que tinham índices baixos da vitamina em seus cordões umbilicais tinham duas vezes mais chances de ser acometidas por tais doenças dos três meses de vida em diante.
A nenhum dos recém-nascidos saudáveis do estudo foi dado suplemento de vitamina D. Os pesquisadores estimularam apenas a produção natural da vitamina pelo corpo, por meio de banhos de sol. Os médicos lembram, porém, que em países ensolarados como o Brasil, deve-se consultar um pediatra para saber os horários mais seguros para expor o bebê ao sol e o tipo de proteção que deve ser usada na criança.
Apesar da resposta da asma não ter sido a mesma que de outras doenças doenças infecciosas, Camargo reforça que o consumo de vitamina D pode, sim, ajudar indiretamente nesses casos: “Como as infecções respiratórias são a causa mais comum de piora em quadros de asma, suplementos podem ajudar a prevenir esses eventos, principalmente durante o outono e o inverno, quando os níveis de vitamina D diminuem e as crises asmáticas são mais comuns. Essa ideia precisa ser testada em uma análise clínica, o que esperamos fazer no próximo ano”, afirmou Camargo.

Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/vitamina-d-ajuda-a-evitar-infeccoes-respiratorias-em-criancas-no-inverno#vitamina%20D

A VITAMINA D E A IMUNIDADE

Num estudo recente conclui-se que uma parte vital do sistema imune, a capacidade da vitamina D para regular proteínas antibacterianas, é tão importante que foi conservada ao longo de cerca de 60 milhões de anos e só é partilhada por primatas, incluindo humanos – mas não por outras espécies animais.
O facto desta resposta imune mediada pela vitamina D através de milhões de anos de selecção evolutiva, ter sido mantida e ainda encontrada em espécies como macacos, babuínos e humanos, sugere que ela deve ser vital para a sua sobrevivência, dizem os cientistas. Mesmo sabendo que o “peptido antimicrobiano cadelicidina” tem várias actividades biológicas diferentes para alem de matar os micróbios patogénicos, não fica claro qual delas ou combinação delas torna a vitamina D tão essencial à sua regulação.
O estudo também demonstra evidência da importância biológica de níveis adequados de vitamina D nos humanos e nos primatas, sabendo que a maioria dos humanos apresenta insuficiência em vitamina D.
“A existência e a importância desta parte da resposta imune torna claro que os humanos e outros primatas necessitam manter níveis suficientes de vitamina D”, disse Adrian Gombart, um professor de bioquímica e o principal investigador conjuntamente com o Instituto Linus Pauling da Universidade de Oregon.
Num novo estudo publicado no jornal BMC Genomics, os cientistas do OSU e o Centro Médico Cedars-Sinai descreve a presença de um elemento genético específico dos primatas e envolvido na resposta imune inata. Eles encontraram-no não só em humanos e nos seus ancestrais, bem como nos chimpanzés e primatas primitivos.
O elemento genético que se pensa ter um papel major na função imune inata nos primatas – uma antiga 1ª linha de defesa contra bactérias, vírus e ouros patogénicos, pode nunca vir a ser encontrado.
“Muitas pessoas estão familiarizadas com o papel do nosso sistema imune adaptativo, o qual monta uma linha de defesa contra os invasores e retém anticorpos e imunidade para o futuro,” disse Gombart. “É a forma como uma vacina actua. Mas igualmente muito importante é o sistema imune inato, ou seja, a reacção imune imediata ao contacto com um invasor o que acontece por exemplo quando fazemos um corte na pele e temos uma infecção cutânea.”
Nos primatas, esta acção de “ligar” uma resposta óptima ao ataque microbiano só funciona devidamente na presença de vitamina D, a qual é na realidade um tipo de hormona que circula no sangue e dá instruções às células através de um receptor celular. A vitamina D que é produzida na pele, em grandes quantidades, através da radiação solar, mal está presente na nossa alimentação. A vitamina D refreia a resposta imunológica adaptativa para que ela não apresente uma sobre reacção, reduzindo dessa forma a inflamação ao mínimo necessário. Conforme tenho escrito, a inflamação contínua e exagerada é responsável pelo envelhecimento e doenças degenerativas.
Fonte:http://anti-envelhecimento.blogs.sapo.pt/118839.html
 


POR UM NOVO PARADIGMA DE CONDUTA E TRATAMENTO


O Instituto de Investigação e Tratamento de Autoimunidade ("Instituto de Autoimunidade") foi criado no primeiro semestre de 2011, a partir da iniciativa deste médico signatário e de ex-pacientes (atualmente seus amigos) que apresentavam manifestações autoimunitárias, e que foram beneficiados com o tratamento a eles oferecido. Atualmente essas pessoas possuem um nível normal de qualidade de vida, mantendo-se livres das agressões do sistema imunológico, ao ponto de considerarem-se ex-portadores da doença e participam da direção do Instituto de Autoimunidade, idealisticamente voltados para viabilizarem o mesmo benefício para outros pacientes, especialmente os mais carentes.


Os relatos espontâneos dos pacientes beneficiados geraram grande repercussão nas comunidades da rede mundial de computadores, originando a demanda pelas atividades a que se propõe o Instituto de Autoimunidade.O alvo das atividades do Instituto de Autoimunidade volta-se para a identificação e para a correção de distúrbios metabólicos causadores das doenças autoimunitárias, inicialmente com especial atenção para a correção da deficiência de vitamina D, hoje amplamente reconhecida por diversos membros da comunidade científica internacional como fator primordial no surgimento e exacerbação da atividade de doenças autoimunitárias e outras doenças graves, tais como câncer.

A "vitamina D" (ou "colecalciferol") é, na realidade, atualmente considerada um pré-hormônio no meio científico (pois é transformada em diversas células do organismo humano no hormônio calcitriol – hormônio esse potencialmente capaz de modificar 229 funções biológicas no organismo humano – referência 1). A utilização do colecalciferol como tratamento via oral (desde que em doses fisiologicamente realistas – próximas daquelas obtidas através da exposição solar abundante) tem baixo custo e alta efetividade; mostra-se capaz de manter os pacientes sem os prejuízos físicos, psíquicos e sociais relacionados às doenças autoimunitárias, além de promover a regressão potencialmente completa de sequelas recentemente adquiridas, o bem-estar e a autoconfiança do paciente.

Poupa-se ao sistema de saúde público e privado vultosos gastos com internações hospitalares e medicamentos dispendiosos, ensejando-se a um grande número de pacientes uma vida essencialmente normal e produtiva, livrando-os de uma sobrevivência na condição de doentes crônicos, incapacitados para o trabalho e dependentes do sistema previdenciário. Enfatiza-se que não se trata de um tratamento alternativo, mas de fato de reconstituir o mecanismo que a própria natureza desenvolveu com o objetivo de evitar a agressão autoimunitária contra o próprio organismo.Em vista do conflito com interesses relacionados ao comércio de medicamentos (que mensalmente movimenta somas bilionárias) que atravanca a absorção desses conhecimentos mais recentes pela comunidade médica, o Instituto de Investigação e Tratamento de Autoimunidade assume já como força motriz inspiradora de suas atividades, desde a sua fundação, o fundamental compromisso de difundir as bases desse tratamento para outros profissionais médicos, para que se tornem também eles elementos difusores dessa terapia, dessa forma contribuindo para o encurtamento do tempo que será gasto para que um número maior de pacientes sejam beneficiados.

O conhecimento científico atual revela que a deficiência de vitamina D (que afeta 76.5% de moradores na cidade de São Paulo durante o inverno, baixando para apenas 37.3% durante o verão (segundo pesquisas publicadas por pesquisadores da USP e da UNIFESP em 2010 – referência 2) está associado à ocorrência (suscetibilidade) e à sustentação (gravidade) de virtualmente todas as doenças ou manifestações autoimunitárias, incluindo-se a esclerose múltipla, neurite óptica, doença de Devic, doença de Guillain-Barré (poliradiculo-neurite), polineuropatia, miastenia gravis, artrite reumatóide, lúpus (discóide ou eritematoso sistêmico), doença de Crohn, retocolite ulcerativa, doença celíaca, cirrose biliar primária, hipotireoidismo (tireoidite de Hashimoto), uveíte, episclerite, psoríase, vitiligo, abortos no primeiro trimestre da gestação, doença periodontal, diabete infanto-juvenil, alergias, etc. Também encontram-se associados à deficiência de vitamina D (facilitados, induzidos ou favorecidos por ela) outros distúrbios ou doenças não autoimunitárias (ou ainda não classificadas como autoimunitárias pela ciência contemporânea), tais como câncer, hipertensão, diabete da maturidade, acidentes cardiovasculares, osteopenia e osteoporose, depressão, distúrbio bipolar, esquizofrenia, infertilidade, malformações congênitas, dor crônica (incluindo-se a fibromialgia e a enxaqueca), doenças neurodegenerativas (como Parkinson e Alzheimer), sonolência excessiva, etc.

Evidências epidemiológicas recentes indicam que o autismo é provavelmente causado ou pelo menos grandemente facilitado pela deficiência grave de vitamina D ocorrendo durante a gestação da criança afetada.Atualmente existem inúmeras fontes científicas que evidenciam a imperiosa necessidade ética de não se permitir que quaisquer pessoas (sejam pacientes portadores ou não dessas doenças ou distúrbios) sejam mantidos com deficiência de vitamina D – o que segue acontecendo também em decorrência da habitual suplementação de apenas 200 UI por dia na prática médica comum. Com essas doses irrisórias, um paciente portador de esclerose múltipla passa de um nível circulante de vitamina D médio de 14 ng/ml para apenas 16 ng/ml depois de 2 meses de tratamento. Os valores circulantes de referência para a vitamina D [medida sob a forma de 25(OH)D3, nunca (!) sob a forma de 1,25(OH)2D3] são de 30-100 ng/ml para a grande maioria dos laboratórios clínicos. Enfatiza-se que o nível de 30 ng/ml seria ainda inferior ao adequado segundo cientistas internacionais sérios e éticos, que propõem como ideal os níveis de ao menos 40-50 ng/ml de 25(OH)D3 para uma pessoa normal. As pesquisas mais recentes, no entanto, têm demonstrado que os portadores de doenças autoimunitárias, por razões genéticas (referências 3 e 4), são parcialmente resistentes aos efeitos do colecalciferol, necessitando, portanto, de níveis ainda mais elevados para estarem livres das agressões do seu próprio sistema imunológico. Nesses casos, o nível adequado somente pode ser estabelecido mediante o acompanhamento clínico e laboratorial que permita o ajuste da dose conforme a necessidade individual de cada paciente, sem o risco de efeitos colaterais graves, especialmente sobre a função renal.

Constituem-se em indivíduos com maior risco deficiência de vitamina D e maior risco se sofrerem complicações graves decorrentes dessa alteração metabólica, aquelas pessoas [1] com idade avançada (a pele de um indivíduo idoso de 70 anos produz apenas um quarto da quantidade de vitamina D produzida por um jovem de 20 anos de idade); [2] com sobre-peso (a gordura acumulada sob a pele sequestra a vitamina D da circulação; em geral a necessidade de vitamina D nesses indivíduos é duplicada em relação a uma pessoa com peso normal para a mesma estatura); [3] com pele escura (a melanina reduz a absorção dos raios solares matinais produtores de vitamina D); [4] que trabalham ou estudam ou exercem suas atividades rotineiras exclusivamente em ambientes confinados, isolados da luz solar da manhã ou do final da tarde; [5] que, mal orientados, utilizam filtros solares de forma indiscriminada, em horários (tais como no período inicial da manhã) em que a exposição solar é absolutamente necessária para a abundante produção de vitamina D na pele descoberta e para preservação da saúde (fator de proteção solar de nível 8 reduz em 90% a produção de vitamina D; o uso de fator de proteção de nível 15 reduz em 99% essa produção); [6] que vivem em localidades mais distantes da linha do Equador, onde a radiação solar é limitada por invernos mais longos, dias mais curtos, e são utilizadas roupas que cobrem uma maior extensão de pele para proteção contra o frio.

É importante que se enfatize, no entanto, que mesmo em localidades próximas do Equador, o problema já se tornou muito similar, devido [1] à ampliação da malha viária de metrô com estacionamentos cobertos próprios, e ocasionalmente com acesso direto ao interior de centros comerciais, [2] à construção de um número crescente de centros comerciais ("shopping centers" – onde famílias inteiras passam várias horas de seus finais de semana, em lugar de frequentarem praias, parques, zoológicos e jardins botânicos); [3] ao uso de películas protetoras nos pára-brisas e janelas dos carros, [4] à construção de estacionamentos subterrâneos sob os prédios residenciais e comerciais, com acesso direto ao elevador; [5] à adesão crescente às diversões e passatempos encontrados no próprio ambiente doméstico, proporcionadas pelos jogos eletrônicos, canais de TV a cabo, DVDs, "Blu Rays", e pela interatividade crescente proporcionada pela rede mundial de computadores. Pais e mães sentem-se confortáveis vendo seus filhos entretidos com essas atividades domésticas de lazer, por perceberem que assim se mantém distantes da violência urbana.

Enquanto isso o percentual de crianças com diabete do tipo I cresce 6% ao ano na Europa; todas essas características da vida urbana moderna permitem ao indivíduo contemporâneo deslocar-se e realizar praticamente qualquer atividade no meio urbano com exposição solar virtualmente nula.Evidencia-se que três fatores, atuando em conjunto, contribuem para um efeito desastroso para a saúde pública e para os gastos públicos e privados nesse setor e no setor previdenciário: [1] o grande percentual de indivíduos afetados, especialmente na população urbana; [2] o grande número de doenças e distúrbios provocados ou facilitados pela deficiência de um hormônio que potencialmente participa da regulação de 229 funções biológicas no organismo humano; [3] à desinformação da maior parte da classe médica, que há muitas décadas segue temerosa de administrar pela via oral (preventiva ou terapeuticamente, a indivíduos adultos) doses absolutamente fisiológicas, tais como 10.000 UI por dia, que são produzidas por pessoas de pele clara durante meros 20 minutos de exposição ao sol da manhã, sem protetor solar. Tal indivíduo teria de ingerir 100 copos de leite para inteirar a mesma quantidade de vitamina D, que é também 50 vezes superior à dose diária de 200 UI (a mais comumente prescrita por ser erroneamente divulgada como "recomendada").

Assim, evidencia-se como absolutamente vital e urgente uma mudança de paradigma em relação ao potencial preventivo e terapêutico proporcionado por doses bem mais elevadas de colecalciferol do que aquelas correntemente utilizadas, especialmente em pacientes que, por motivos próprios de sua condição clínica, têm limitações para expor-se ao sol, tal como os portadores de lúpus (pela possibilidade de piora das lesões de pele induzida pelos raios UV), vitiligo (pela facilidade de dano à pele) e esclerose múltipla (pela intolerância ao calor). Ao serem aconselhados a evitarem a exposição solar, têm agravada a deficiência de vitamina D, e em consequência, agrava-se a doença autoimunitária.

É profundamente lamentável que milhares de pessoas jovens, em todo o Brasil, portadoras de esclerose múltipla, estejam tornando-se cegas e paraplégicas apenas por falta de uma substância que poderia ser administrada sob a forma de gotas, em uma única dose diária, o que lhes devolveria a perspectiva certa de uma vida normal.Não há justificativa para não corrigir-se qualquer alteração ou deficiência metabólica que possa ser corrigida, mesmo na ausência de sinais clínicos detectáveis de possíveis consequências danosas à saúde. Fazê-lo é obrigação! Não fazê-lo pode ser encarado como negligência ou resultado de desinformação. O médico não pode deixar sob risco a saúde do paciente que o procura, mesmo para prevenção. Prevenção é e será sempre a melhor abordagem, seja de forma individualizada, ou como política governamental de saúde pública.

O que dizer do caso do paciente que já é portador de uma doença autoimunitária, tal como a esclerose múltipla, cuja alta frequência de surtos e elevada severidade das sequelas neurológicas (paraplegia, cegueira) correlaciona-se com os níveis circulantes mais baixos de vitamina D (referência 5)? Como justificar-se o hábito de sequer solicitar-se a medida das concentrações de 25(OH)D3 no paciente portador, quanto mais de não administrar-se doses realisticamente capazes de corrigir a deficiência que, segundo a literatura especializada, é praticamente certa? Como aceitar-se a passividade frente a um distúrbio metabólico de fácil correção, quanto a administração de doses muito mais elevadas (do que aquelas irrisórias e injustificadamente chamadas de "recomendadas") que levam à redução das lesões ativas (referência 6) e foram demonstradas serem perfeitamente seguras (referências 6 e 7)? Como aceitar tal passividade, sabendo-se que já em 1986 (há 25 anos) demonstrou-se que doses bem mais modestas (8 vezes inferiores àquelas demonstradas como seguras, mas ainda assim 25 vezes superiores às "recomendadas" pelo comportamento terapêutico convencional) mostraram-se capazes de reduzir em mais de 50% a frequência de surtos em portadores de esclerose múltipla (referência 8)?Qual a justificativa para que qualquer médico, mesmo em face desses dados, simplesmente volte as costas a essa questão e deixe o paciente (cuja saúde encontra-se sob sua responsabilidade profissional) com uma deficiência metabólica cuja correção é, por si mesma (independentemente da presença de qualquer doença), ética e tecnicamente obrigatória, e que poderia poupar seu paciente portador de esclerose múltipla do sofrimento intenso e permanente provocado por sequelas graves, irreversíveis e incapacitantes, tais como a cegueira e a paraplegia?
Como propor estudos "controlados" para a correção de qualquer hipovitaminose (não somente a hipovitaminose D), quando tais estudos são eticamente inviáveis, da mesma forma como não se pode administrar placebos para crianças diabéticas (deficientes em insulina) para "assegurar-se" de que a eficiência da administração de insulina seja "cientificamente" comprovada? O mesmo ocorre para a deficiência de vitaminas como o ácido fólico em gestantes. Seria ético verificar-se "de forma controlada" que um número muito maior de crianças nasceram com anencefalia ou outras malformações congênitas no "grupo placebo"? Tais estudos nunca foram e jamais serão feitos. Seria correto, então, não administrar-se o ácido fólico às gestantes portadoras de níveis baixos desse micronutriente, sob a justificativa de que "não existem estudos controlados"?
Evidentemente, ao contrário do estudo da efetividade de drogas alopáticas, a avaliação da eficiência da correção de qualquer distúrbio metabólico não pode ser "controlada" com o uso de placebo. A inexistência de tais estudos não pode justificar a não correção de qualquer alteração metabólica, pois se constitui em argumento falacioso identificado em estudos de lógica e estatística (referência 9).

É pensamento compartilhado por todos os membros da diretoria do Instituto de Autoimunidade, que os sentimentos e percepções que devem nortear o tratamento dos pacientes afetados por essas e outras doenças são o senso humanitário, a capacidade de empatia e a genuína vontade de auxiliar, ajudar, servir, minorar o sofrimento e restabelecer a saúde. Nesse sentido, impõe-se radical mudança de paradigma de investigação e tratamento, abandonando-se o foco no exclusivo uso crônico de drogas que, por seus efeitos colaterais, deterioram a qualidade de vida do paciente, além de colocarem em risco sua integridade física e sua vida, sem perspectiva de uma solução em qualquer prazo. Como novo paradigma a ser buscado, qualquer padrão de comportamento, alteração ou distúrbio metabólico que potencialmente contribua para o desencadeamento, sustentação e/ou agravamento da doença deve ser identificado e corrigido, sempre que essa correção for possível, com o objetivo de alcançar o desaparecimento dos sintomas, a solução do problema e a libertação do uso crônico de medicamentos.

Cícero Galli Coimbra
Médico Internista e Neurologista
Professor Associado Livre-Docente da Universidade Federal de São Paulo
Presidente do Instituto de Investigação e Tratamento de Autoimunidade
 
VÍDEO
 
Tranquilidade, Sol e Vitamina D Afastam: Alzheimer, Doenças Auto-imunes e Depressão - Dr. Cícero Galli Coimbra
 
Entrevista: Dr. Cícero Galli Coimbra, professor neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
OBS: Vale a pena investir um pouco do seu tempo para assistir esse vídeo altamente informativo.
Para ver clik no link abaixo:

http://vimeo.com/21362493


REFERÊNCIAS:

1 - Ramagopalan, S.V., Heger, A., Berlanga, A.J., Maugeri, N.J.,Lincoln, M.R., Burrell, A., Handunnetthi, L., Handel, A.E., Disanto,G., Orton, S.M., Watson, C.T., Morahan, J.M., Giovannoni, G., Ponting,C.P., Ebers, G.C., Knight, J.C. A ChIP-seq defined genome-wide map ofvitamin D receptor binding: associations with disease and evolution.Genome research 2010; 20:1352-1360. - http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2945184/

2 - Unger, M.D., Cuppari, L., Titan, S.M., Magalhaes, M.C., Sassaki,A.L., dos Reis, L.M., Jorgetti, V., Moyses, R.M. Vitamin D status in asunny country: where has the sun gone? Clinical nutrition 2010; 29,784-788 - http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0261561410001111
3 - Pani, M.A., Regulla, K., Segni, M., Krause, M., Hofmann, S.,Hufner, M., Herwig, J., Pasquino, A.M., Usadel, K.H., Badenhoop, K.Vitamin D 1alpha-hydroxylase (CYP1alpha) polymorphism in Graves'disease, Hashimoto's thyroiditis and type 1 diabetes mellitus.European Journal of Endocrinology 2002; 146:777-781. http://eje-online.org/content/146/6/777.long

4 - Sundqvist, E., Baarnhielm, M., Alfredsson, L., Hillert, J., Olsson,T., Kockum, I. Confirmation of association between multiple sclerosisand CYP27B1. European journal of human genetics : European Journal ofHuman Genetics 2010; 18:1349-1352. - http://www.nature.com/ejhg/journal/v18/n12/full/ejhg2010113a.html

5 - Smolders, J., Menheere, P., Kessels, A., Damoiseaux, J., Hupperts,R. Association of vitamin D metabolite levels with relapse rate and disability in multiple sclerosis. Multiple Sclerosis 2008; http://msj.sagepub.com/content/14/9/1220
6 - Kimball, S.M., Ursell, M.R., O'Connor, P., Vieth, R. Safety ofvitamin D3 in adults with multiple sclerosis. American Journal ofClinical Nutrition 2007; 86:645-651. - http://www.ajcn.org/content/86/3/645.long
7 - Garland, C.F., French, C.B., Baggerly, L.L., Heaney, R.P. Vitamin Dsupplement doses and serum 25-hydroxyvitamin D in the range associatedwith cancer prevention. Anticancer Research 2011; 31:607-11- http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21378345?dopt=Abstract

8 - Goldberg, P., Fleming, M.C., Picard, E.H. Multiple sclerosis: decreased relapse rate through dietary supplementation with calcium, magnesium and vitamin D. Medical hypotheses 1986; 21: 193-200. - http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0306987786900101
9 - Altman, D.G., Bland, J.M.. Absence of evidence is not evidence of absence. British Medical Journal 1995; 311:485. - http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2550545/
O papel da vitamina D na esclerose múltipla

Entre os possíveis fatores ambientais implicados na ocorrência da esclerose múltipla(EM), a vitamina D atualmente é objeto de intensa especulação e discussão. Esta temática tem como base a significante associação positiva entre a prevalência global da EM e a latitude.
Levando em consideração que a maior parte de sua vitamina D em humanos é endógena e obtida a partir da exposição da pele aos raios ultravioletas B da luz solar, e que nas áreas geográficas com maior prevalência da EM a exposição a esses raios é menor (maior número de dias do ano sem presença de luz solar), tem sido o racional para vários estudos que princípios epidemiológicos da causalidade e plausibilidade podem ser estabelecidos quanto a associação da deficiência da vitamina D e ocorrência e desenvolvimento da EM.
Na recente revisão,“Vitamin D3: a helpful immuno-modulator”, o autor (Di Rosa, 2011)ressalta que o papel do metabolito ativo da vitamina D,,25-dihydroxyvitamin D3 [1,25(OH)(2) D3, nas seguintes condições: 1)metabolismo do cálcio e fósforo, 2) inibição da secreção do hormônio produzido pelas paratireoides, 3) promoção da secreção de insulina, 4) efeitos biológicos relacionados imunidade adaptativa e inata, 5) proliferação e diferenciação celular.
Recentes estudos observacionais tem associado níveis alterados da vitamina D com maior susceptibilidade a desordens inflamatórias e imuno mediadas. Uma vez que todas as células imunes expressam receptor para vitamina D. A 1,25 (OH)3 vitamina D é capaz de ativar a resposta imune inata com aumento na diferenciação de macrófagos e fagócitos e maior produção de peptídeos antimocrobiais os quais podem melhorar a morte microbiana. Nos tecidos e nódulos linfáticos , a 1,25 (OH)3 vitamina D suprime a resposta imune adaptativa, bloqueando a maturação de células mielóides dendriticas por redução da expressão de moléculas co-estimuladoras, inibição da secreção da IL-12, e aumento da produção de IL-10. O metabolito ativo da vitamina D também tem ação direta sobre as células T levando a redução da secreção de IFN-ƴ pela Celulat T-helper 1 (Th1) e estimulando células Th2 na produção de IL-4, Il-5 e Il-10. (Gorman et al., 2007).
Neste cenário especulativo quanto ao real papel da vitamina D na patogênse da EM,um crescente número de estudos tem abordado vários aspectos. Segundo Staples et al. (2010), de acordo com o mês ou estação do ano em que ocorre o nascimento haveria maior o risco de desenvolvimento da doença, sugerindo uma a associação inversa entre a baixa exposição aos raios ultravioletas no primeiro trimestre da gestação, levando a menores níveis de vitamina D e aumento do risco de EM na prole. Porém, de acordo com Hart (2012) a exposição aos raios ultravioletas, independentemente da produção da vitamina D3, pode ser responsável pela incidência de doenças relacionada a gradientes latitudinais. Em dois estudos realizados em países sem invernos rigorosos e com similar quantidade de luz solar e temperaturas durante todo o ano, Israel (Givon et al., 2012) e Brasil (Fragoso et al., 2012), não foi encontrada relação entre o mês de nascimento ou estação do ano e desenvolvimento de esclerose múltipla.
poucos estudos clínicos avaliando o efeito da suplementação da vitamina D em pacientes com EM com resultados variáveis. Dois ensaios clínicos sugeriram benefício com o tratamento. Mowry et al. (2009), observaram em 110 crianças com EM/ síndrome clínica isolada, que o aumento de 10 ng/ml no nível de 1,25-OH vitamina D3 teve associação significante com uma redução de 34% na taxa de surto subsequente durante o 1º ano. Da mesma forma, Simpson et al. (2010)avaliaram os níveis de vitamina D em 145 adultos com ±11 anos de doença, e observaram que o aumento de 4 ng/ml de 25-OHVitamina D3 se associou ao baixo risco de surto nos 6 meses seguintes. Doses suprafisiológicas de vitamina D foram utilizadas em um estudo com população australiana, e nenhum benefício foi achado comparando suplemetação com alta dose versus baixa dose de vitamina D (Stein et al., 2011).
Após uma revisão Cochrane (2010), Jagannath et al. concluíram que “resultados atualmente não permitem confiante tomada de decisão sobre o uso de vitamina D3 na esclerose múltipla”.
Mais recentemente,dois ensaios clínicos com suplementação de vitamina D3 foram conduzidos. Kampman et al (2012) num estudo radomizado duplo cego placebo controlado de 96 semanas, avaliaram o efeito de 20.000 IU vitamina D3 semanalmente na taxa anualizada de surtos, EDSS, multiple sclerosis functional composite (MSFC), força de preensão e fadiga.Os resultados não mostraram diferenças significantes nos end-points entre o grupo tratado e grupo placebo. O segundo estudo(Soilu-Hänninen et al., 2012) também randomizado, duplo-cego e placebo controlado, avaliou a segurança e eficácia da vitamina D3 como terapia adjuvante ao tratamento com IFN β-1b por 12 meses. No grupo tratado com vitamina D3 e IFN β-1b a ocorrência de novas lesões em T2 foi menor e houve significante redução de lesões gadolínio positivas , assim como uma tendência para redução no acúmulo de incapacidade e melhora no teste “timed tandem walk”;porém nenhuma diferença significante foi observada quanto a eventos adversos e taxa anualizada de surtos.
O real papel da vitamina D na patogenia da EM e o benefício atribuído à sua reposição permanece especulativo. Os benefícios observados nos estudos sobre a suplementação com altas doses de vitamina D foram limitados e não mostraram força suficiente para provar causalidade entre a deficiência da vitamina D e EM.

Claudia C Ferreira Vasconcelos
Doralina G Brum
Elizabeth Regina Comini Frota

Referências:

Di Rosa M, Malaguarnera M, Nicoletti F, Malaguarnera. Vitamin D3: a helpful immuno-modulator . Immunology. 2011 Oct;134(2):123-39

Fragoso YD, Shearer KD, Adoni T et al. Month of Birth Does Not Seem to Interfere with the Development of Multiple Sclerosis Later in Life in Brazilian Patients. Neuroepidemiology. 2012 jul;39(1):70-71.

Givon U, Zeilig G, Dolev M, Achiron A. The month of birth and the incidence of multiple sclerosis in the Israeli population. Neuroepidemiology.Jan 2012;38(1):64-8

Gorman S, Kuritzky LA, Judge MA, et al.Topically applied 1,25-dihydroxyvitamin D3 enhances the suppressive activity of CD4+CD25+ cells in the draining lymph nodes. J Immunol. 2007 Nov 1;179(9):6273-83.

Hart P H. Vitamin D Supplementation, Moderate Sun Exposure, and Control of Immune Diseases. Discov Med. 2012 Jun;13(73):397-404.

Jagannath VA, Fedorowicz Z, Asokan GV, et al. Vitamin D for the management of multiple sclerosis. Cochrane Database Syst Rev. 2010 Dec 8;(12)

Kampman MT, Steffensen LH, Mellgren SI et al. Effect of vitamin D3 supplementation on relapses, disease progression, and measures of function in persons with multiple sclerosis: exploratory outcomes from a double-blind randomised controlled trial. Mult Scler. 2012 Aug;18(8)

Mowry EM, Pesic M, Grimes B et al. Clinical predictors of early second event in patients with clinically isolated syndrome. J Neurol. 2009 Jul;256(7):1061-6

Soilu-Hänninen M, Aivo J, Lindström BM et al.A randomised, double blind, placebo controlled trial with vitamin D3 as an add on treatment to interferonβ-1b in patients with multiple sclerosis. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2012 May;83(5):565-71

Staples J, Ponsonby AL, Lim L. Low maternal exposure to ultraviolet radiation in pregnancy, month of birth, and risk of multiple sclerosis in offspring: longitudinal analysis. BMJ. 2010 Apr 29;340

Stein MS, Liu Y, Gray OM, et al.A randomized trial of high-dose vitamin D2 in relapsing-remitting multiple sclerosis. Neurology. 2011 Oct 25;77(17):1611-8.
 
"Vitamin D3: a helpful immuno-modulator." Di Rosa M, Malaguarnera M, Nicoletti F, Malaguarnera. Immunology. 2011 Oct;134(2):123-39
 
Boletim Neuro Atual, Vol. 4, No 4 (2012)
 

Fonte:http://familiabrasil.org/revista/ojs-2.2.3/index.php/ENeuroatual/article/viewArticle/217/491
 
A Vitamina D reforça a imunidade inata contra infecções virais
 

A pesquisa Nova publicada no Jornal da Biologia da Leucócito sugere que a população mais velha poderia tirar proveito do suplemento da vitamina D no outono e no inverno a proteger contra infecções virais

A Vitamina D pode ser sabida como a vitamina da luz do sol, mas um relatório novo da pesquisa que parece no Jornal da Biologia da Leucócito mostra que é mais do que aquele. De acordo com o relatório, os insuficientes níveis da vitamina D são relacionados a uma deficiência em nossas defesas imunes inatas que nos protegem das infecções, das neoplasias ou das doenças auto-imunes. Desde a vitamina D os níveis diminuem durante o outono e o inverno quando os dias são mais curtos e a luz solar é relativamente fraca, este pode explicar porque os povos são uma infecção viral mais inclinada durante estas épocas. Igualmente sugere esse suplemento da vitamina D, especialmente em umas populações mais velhas, poderia reforçar a imunidade inata do pessoa contra infecções virais.
“Há uns estudos numerosos que mostram os benefícios de manter níveis adequados da Vitamina D. Enquanto a pesquisa na Vitamina D é conduzida cada vez mais, nós estamos aprendendo que é extremamente importante para a saúde humana. Nosso estudo é não diferente, e os suplementos à vitamina D devem ser considerados uma de muitas ferramentas que puderam ajudar quando as terapias convencionais não são bastante,” disseram o Vencedor Manuel Marti'nez-Taboada, M.D., um pesquisador envolvido no trabalho da Divisão da Reumatologia em de Valdecilla do Hospital de Universitario “Marca,” Facultad de Medicina no Unversidad de Cantábria, em Santander, Espanha.

Para fazer esta descoberta, os pesquisadores compararam as mudanças nos níveis de sangue da vitamina D entre três grupos de assuntos saudáveis: jovens (faixa etária: 20-30), meio (faixa etária: 31-59), e pessoas idosas (faixa etária: 60-86). Encontraram níveis diminuídos da vitamina D com envelhecimento, pesquisadores do alerta para comparar se tais mudanças mantiveram qualquer relacionamento com pedágio-como a expressão (TLR) do receptor medida em linfócitos e em monocytes e a função após in vitro a estimulação com ligantes específicas para cada um nove do ser humano TLRs e da medida de moléculas do effector, tais como cytokines proinflammatory. Especificamente, encontraram que o TRL o mais afectado por uma insuficiência da vitamina D é TLR7, que regula a resposta imune contra vírus. Finalmente, os cientistas estudaram se havia qualquer diferença nos três grupos de idade segundo a estação do ano desde que é conhecido que uma exposição limitada do sol durante uns meses de inverno mais escuros está relacionada com deficiência da vitamina D.
“Todo O professor di-lo-á que os povos tendem a ser mais doentes durante o inverno do que qualquer outra hora do ano,” disse a Balsa de John, Ph.D., Deputado Editor do Jornal da Biologia da Leucócito. “Tem estado uns estudos numerosos que mostram diversos factores ambientais durante meses de inverno podem permitir que os vírus espalhem mais fácil. Este estudo mostra essa luz solar, ou mais precisamente a falta de vitamina D, poderia ter um papel nas taxas sazonal mais altas de infecção. Uns estudos Mais extensivos devem ser conduzidos para que esta relação seja conclusivos, mas desde que os suplementos à vitamina D são baratos e geralmente seguros, esta é uma descoberta realmente emocionante.”

Source: Federação de Sociedades Americanas para a Biologia Experimental
http://www.news-medical.net/news/20120430/4991/Portuguese.aspx

 

Tratar doenças degenerativas e auto-imunes com vitamina D

 
 
Quadros de esclerose múltipla são revertidos através da administração da vitamina D
Atualmente, cerca de 50% da população mundial sofre com a deficiência de vitamina D no organismo e não sabe disso. Estudos recentes apontam que, além das consequências mais conhecidas dessa deficiência, como raquitismo e osteoporose, os baixos índices dessa substância no organismo são causadores de doenças neurológicas degenera-tivas, como Alzheimer, e doenças autoimunes, como esclerose múltipla. A regularização dos níveis de vitamina D no organismo reforça o sistema imunológico, prevenindo e combatendo ainda diversas outras doenças, de gripe a diabetes e câncer.


Terapias onde se faz a administração suplementar da vitamina D têm se mostrado eficazes, além de evitarem os transtornos dos tratamentos tradicionais. Segundo portadores de esclerose múltipla, por exemplo, o tratamento convencional com injeções semanais é penoso e gera intensos efeitos colaterais.

 

 
 

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