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TABELA MOSTRA OS PRÓS E CONTRAS DOS AÇÚCARES MAIS COMUNS

Tabela mostra os prós e contras dos açúcares e adoçantes mais comuns

DANIELA SALÚ
Da Redação
As prateleiras dos supermercados são fartas em opções de açúcares e adoçantes, mas nem sempre os rótulos ajudam o consumidor a descobrir qual deles se encaixa melhor no seu perfil. Veja abaixo alguns prós e contras de cada um dos produtos mais comuns no país, além dos valores calóricos e comprovações científicas.

AÇÚCARES E ADOÇANTES

ITEMPRÓSCONTRASCOMPROVAÇÕESCALORIAS
Açúcar refinadoSe consumido moderadamente, normalmente não apresenta problemas à saúde. Agrada o paladar e é fonte de energia.Em excesso, traz risco de cáries e obesidade (doença que pode desencadear problemas cardíacos e diabetes). Não pode ser consumido por diabéticos.4kcal/grama
Açúcar cristalSe consumido moderadamente, normalmente não apresenta problemas à saúde.Em excesso, traz risco de cáries e obesidade (doença que pode desencadear problemas cardíacos e diabetes). Por ser menos solúvel, adoça um pouco menos e acaba sendo usado em maior quantidade.4kcal/grama
Açúcar mascavoSe consumido moderadamente, normalmente não apresenta problemas à saúde.Em excesso, traz risco de cáries e obesidade (doença que pode desencadear problemas cardíacos e diabetes). Por ser menos solúvel, adoça um pouco menos e acaba sendo usado em maior quantidade.Apesar de geralmente ser produzido de maneira mais artesanal, não traz nutrientes expressivos que o torne mais saudável que os demais.4kcal/grama
Açúcar demeraraMenos processado que o refinado, não passa por tantos processos químicos. Não chega a ser escuro e úmido como o mascavo.Se consumido de forma excessiva, traz tantos problemas como qualquer outro adoçante calórico.4kcal/grama
MelSe consumido moderadamente, normalmente não apresenta problemas à saúde.Em excesso, pode desencadear os mesmos problemas causados pelo açúcar.Pode parecer nutricionalmente mais vantajoso, mas as quantidades de proteínas e minerais presentes não o tornam mais saudável que os demais açúcares.3,5kcal/grama
AspartameAdoça 220 vezes mais do que o açúcar.Não resiste a altas temperaturas. Quando levado ao fogo, microondas ou forno perde o sabor doce. É mais indicado para se colocar na bebida já aquecida.Foi acusado de causar câncer em animais de laboratórios, mas não há nenhuma comprovação em seres humanos.4kcal/grama
SucraloseAdoça 600 vezes mais do que o açúcar, resiste a altas temperaturas e não possui sabor residual - seu gosto é exatamente igual ao açúcar de cana. Não é absorvido pelo corpo.Seu consumo é liberado nos EUA e Brasil. Mais de cem estudos sobre a segurança confirmaram que ele não apresenta efeitos tóxicos, cancerígenos ou neurológicos. É liberado para crianças e gestantes.0kcal/grama
SacarinaAdoça 200 vezes mais do que o açúcar e resiste a altas temperaturas. Contém sódio em sua composição, mas utilizada nas doses recomendadas, não oferece risco para hipertensos.Apresenta sabor residual.Pesquisas em ratos identificaram efeito cancerígeno em altas doses. Em humanos o mesmo efeito não foi comprovado. A recomendação de consumo máximo diário é de 2,5mg/kg de peso corpóreo. A substância é proibida no Canadá.0kcal/grama
CiclamatoAdoça 50 vezes mais do que o açúcar e resiste a altas temperaturas.Apresenta sabor residual.A ANVISA reduziu a quantidade máxima da ciclamato em bebidas e alimentos. A quantidade de sódio presente na substância contribuiu para a decisão. Nos Estados Unidos o ciclamato é proibido. A recomendação de consumo máximo diário é de 11mg/kg de peso corpóreo.0kcal/grama
Acessulfame-KAdoça 200 vezes mais do que o açúcar e resiste a altas temperaturas.Apresenta sabor residual. Não é indicado para quem precisa limitar a ingestão de potássio.A recomendação de consumo máximo diário é de 9mg/kg de peso corpóreo.0kcal/grama
EsteviosídeoAdoça 300 vezes mais do que o açúcar e resiste a altas temperaturas. Ele é natural, obtido a partir de uma planta que se chama Stevia Rebaudiana. Não é absorvido pelo organismo.Apresenta sabor residual.Não é comercializado nos Estados Unidos e Europa por não ter regulamentação dos órgãos competentes. Não há comprovação científica de que cause problemas à saúde. A recomendação de consumo máximo diário é de 5,5mg/kg de peso corpóreo.0kcal/grama



Consultoria:

- Mariana Del Bosco Rodrigues, nutricionista do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica - ABESO
- Samantha Caesar de Andrade, nutricionista e pesquisadora doutoranda do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP
- Veridiana Russo, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
- Viviane Laudelino Vieira, nutricionista do Centro de Referência para a Prevenção e Controle de Doenças Associadas à Nutrição (CRNUTRI ) da Faculdade de Saúde Pública da USP
Fonte:http://estilo.uol.com.br/ultnot/2009/05/22/ult3617u7373.jhtm

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