Pular para o conteúdo principal

MÉDICOS ALERTAM PARA PERIGOS DE METAIS EM PEIXES DO RIO DOCE-BRASIL

Peixe agoniza na lama do Rio Doce (Foto: Leonardo Merçon/ Instituto Últimos Refúgios)

Peixe agoniza na lama do Rio Doce; foto de 12/11/2015 
(Foto: Leonardo Merçon/ Instituto Últimos Refúgios)

Médicos alertam para perigos de metais em peixes do Rio Doce

Estudo aponta que contaminação ultrapassa limites de legislação ambiental.
Resultado de análises será apresentado à ministra do Meio Ambiente.

Tatiana MouraDe A Gazeta

29/03/2016 11h30

Médicos alertaram sobre os perigos para a saúde que a contaminação de peixes por metais pesados, acima dos limites permitidos pela legislação, podem causar. Um laudo divulgado nesta segunda-feira (28) mostra que o nível de arsênio encontrado no peixe roncador, por exemplo, ultrapassa em 140 vezes o limite de contaminação.

Além de arsênio, foram identificados metais como alumínio, chumbo e mercúrio. O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Otto Baptista, afirma que em contato com o organismo, esse metal causa cólicas abdominais, náuseas, raquitismo e alterações neurológicas com graves danos ao tecido cerebral.
Ele defende que é preciso fazer um trabalho de conscientização com a população. “É preciso orientá-la de forma educativa em relação aos riscos”, disse.
Os índices de mercúrio em um dos pontos ultrapassavam 13 vezes o tolerável, enquanto os resultados de manganês estavam quatro vezes acima do normal.
Baptista lembra que o mercúrio é mais nocivo durante a gestação, uma vez que os bebês podem nascer com doenças neurológicas, enquanto os sintomas de intoxicação por manganês são observados nos sistemas nervoso central e respiratório.
O nefrologista Michel Assbu afirma que o cádmio, também encontrado, pode alterar a função reprodutora do homem e da mulher. “E ser um gatilho para o desenvolvimento de todos os tipos de cânceres. Os sintomas da intoxicação serão sentidos a longo prazo e dependendo da quantidade ingerida”.
O doutor em ciências fisiológicas e professor da UVV e do Ifes, Thiago de Melo, alerta que é preciso se prevenir. “Utilizar água proveniente de outras vias e não se alimentar de pescados da região”.
Peixe na lama de mineração, no Rio Doce (Foto: Leonardo Merçon/ Instituto Últimos Refúgios)Peixe na lama de mineração; foto de 12/11/2015 (Foto: Leonardo Merçon/ Instituto Últimos Refúgios)
Veja os danos causados
Ferro
O excesso pode ir para o fígado, provocando doença chamada hemossiderose.

Alumínio
Pode atingir o sistema nervoso e causar crises convulsivas como epilepsia.

Cádmio
Pode causar doença renal, fazer com que os ossos não se calcifiquem adequadamente.

Arsênio
O rim pode parar de funcionar totalmente.

Chumbo
Altera a função cognitiva da criança e em adultos pode causar doenças cardiovasculares.

Mercúrio
Pode levar à alterações no cérebro da criança e de mulheres grávidas.

Manganês
Problemas de memória, alucinações, Parkinson, embolia pulmonar.

Fonte:http://g1.globo.com/espirito-santo/desastre-ambiental-no-rio-doce/noticia/2016/03/medicos-alertam-para-perigos-de-metais-em-peixes-do-rio-doce.html

Peixe agoniza na lama do Rio Doce (Foto: Leonardo Merçon/ Instituto Últimos Refúgios)

Postagens mais visitadas deste blog

OVOS - QUANTOS POSSO COMER POR DIA ?

Ovos — Quantos Posso Comer por Dia?

Os ovos são uma fonte ampla­mente disponível, barata e ver­sátil em ter­mos de pro­teí­nas, cál­cio e vit­a­m­i­nas. Eles tam­bém são fre­qüen­te­mente asso­ci­a­dos a efeitos adver­sos como prob­le­mas de coles­terol e dia­betes. No entanto, a pesquisa atual mostra que o con­sumo mod­er­ado de ovos pode ser seguro e bené­fico para adul­tos saudáveis. A ingestão diária depen­derá de uma série de fac­tores, incluindo a história da saúde, sexo e nível de activi­dade da pessoa.


Nutrição

Famosos por seus altos níveis de pro­teína e cál­cio, os ovos con­têm uma série de vit­a­m­i­nas e min­erais impor­tantes. Um único ovo cozido grande tem ape­nas 78 calo­rias, mas ofer­ece 6,29 g de pro­teína, 25 mg de cál­cio, 0,59 mg de ferro e 112,7 mcg de col­ina. O ovo con­tém 22 mcg de ácido fólico, 260 UI de vit­a­m­ina A, 44 UI de vit­a­m­ina D e 176 mcg de luteína e de zeax­an­tina, bem como peque­nas quan­ti­dades de muitas das vit­a­m­i­nas do com­plexo B.
Coles­…

ALOE VERA : A MARAVILHA PROIBIDA

Aloe Vera: A Maravilha ProibidaAloe Vera é geralmente chamada de a planta milagrosa, a cura natural, dentre outros nomes que sobreviveram por 4.000 anos dentro dos quais essa planta tem beneficiado a humanidade. George Ebers em 1862 foi o primeiro a descobrir o uso da Aloe na antiguidade em um antigo manuscrito egípcio datado de 3500 AC, o qual foi de fato uma coleção sobre ervas medicinais. Outros pesquisadores desde então descobriram que a planta era usada também pelos chineses e indianos antigos. Médicos gregos e romanos como Dioscorides e Plínio usavam Aloe obtendo maravilhosos efeitos e legendárias sugestões que persuadiram Alexandre O Grande a capturar a ilha de Socotra no Oceano Índico com o intuito de obter sua rica plantação de Aloe para curar seus soldados feridos nas guerras. As rainhas egípcias Nefertiti e Cleópatra taxaram grandiosamente a Aloe como sendo o melhor tratamento de beleza. Naqueles tempos beleza e saúde estavam intimamente ligadas, muito mais que estão atualme…

O QUE SÃO BIOFLAVONÓIDES ?

São pigmentos vegetais hidrossolúveis, que dão cor às cascas, caules, flores, folhas, frutos, raízes e sementes das plantas, cujas variantes catalogadas já somam mais de 1.200, dividas em inúmeros subgrupos – flavonas, flavonóides, flavononas, isoflavonas etc.      Os bioflavonóides foram descobertos pelo Prêmio Nobel Albert Szent-Gyorgyi durante o processo de tentativa de isolar a vitamina C. A primeira propriedade por ele observada foi a ação protetora que exerciam sobre a capilaridade ao interromper o sangramento das gengivas. Estudos subseqüentes mostraram, no entanto, que os bioflavonóides não respondiam às definições das vitaminas, assim como não era possível identificar sintomas típicos para sua deficiência – razões alegadas pelo FDA, em 1968, para declará-los terapeuticamente ineficientes e proibir a sua prescrição médica. Esses argumentos, porém, não foram suficientes para interromper as pesquisas, que logo constataram a interdependência dos bioflavonóides com a vitamina C – …