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ORTOREXIA NÃO TEM NADA A VER COM VEGANISMO


 ORTOREXIA NÃO TEM NADA A VER COM VEGANISMO
Qualquer tentativa e estabelecer relações entre esse o consumo vegano e esse distúrbio alimentar será preconceituosa e desinformativa
Uma acusação que, de vez em quando, é feita contra o veganismo é de ser causa ou sintoma de um transtorno alimentar chamado ortorexia, a preocupação exagerada pela seleção do que “pode” ou “não pode” comer. É necessário esclarecer que o consumo seletivo que os veganos fazem nada têm a ver com esse tipo de problema.
A ortorexia é assim descrita por essa reportagem do portal da RBS:
[…] o conceito de ortorexia foi criado em 1997 pelo médico norte-americano Steven Bratman, que uniu os termos gregos orto (correto) e orexis (apetite) para preencher classificar pacientes que não se enquadravam em nenhum dos termos já conhecidos. Esse novo comportamento tratou de classificar aqueles indivíduos que buscam uma alimentação saudável de forma tão obsessiva que são capazes de adotar medidas extremas para manter a pureza do organismo e, em seu entendimento, preservar a saúde.
– São pessoas que se preocupam de forma excessiva com a qualidade da alimentação. Esse grupo vai, aos poucos, cortando e limitando a variedade da alimentação. Com isso, começam a aparecer problemas subclínicos decorrentes da deficiência de nutrientes – destaca a nutróloga e diretora do Departamento de Distúrbios Alimentares da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), Maria Del Rosario.
Por ser relacionada a uma seleção extremamente rigorosa do que comer e não comer, autores preconceituosos passaram a associá-la ao veganismo. Afinal, vegans também promovem consumo seletivo. Descartam aqueles alimentos que possuem algum ingrediente de origem animal mesmo em quantidades muito pequenas (não confundir com os alimentos industrializados que “podem conter traços” de produtos animais).
Colocando todo e qualquer hábito de consumo seletivo disciplinado no mesmo saco, esses autores acabam espalhando a falsa crença de que o veganismo seria uma forma ou manifestação de ortorexia. Para desmontar esse preconceito, vale deixar clara a diferença.
O consumo vegano, que abrange sobretudo a alimentação vegetariana, livre de qualquer componente de origem animal, não causa nos seus adeptos uma preocupação obsessiva. Não os induz a ter uma preocupação exagerada com consumo de calorias, ingredientes considerados não saudáveis ou balanceamento super-rigoroso de nutrientes.
A preocupação do veganismo é com não favorecer a exploração animal. Assim sendo, promove o boicote a todo aquele produto que contenha algum ingrediente originado dessa tradição violenta e possa ser evitado ou substituído.
Essa varredura por ingredientes antiéticos nos produtos a serem comprados não é tão difícil, nem inspira qualquer obsessão. Basta que a pessoa encontre, no rótulo ou embalagem, um ou mais ingredientes que se saiba que são com certeza ou têm uma probabilidade alta de ser de origem animal, o que faz com que o produto seja devolvido à prateleira.
E a consciência de verificar o rótulo sem exageros não deveria ser considerada “exclusiva” do veganismo. Ler o rótulo e a lista de ingredientes e conhecer os componentes nocivos usados na alimentação são atitudes muito importantes para se preservar a saúde e evitar consumir substâncias químicas que, a longo prazo, podem trazer consequências imprevisíveis para o corpo.
Também tem essa importância checar se o produto não contém, por exemplo, excesso de açúcar ou sódio. Essas atitudes, quando adotadas com moderação, não implicam ser obsessivo, ortoréxico.
Se uma pessoa é ao mesmo tempo vegana e ortoréxica, não quer dizer que ela seja ortoréxica por ser vegana, nem vice-versa. A obsessão dela não é por ingredientes de origem animal, mas sim pela saúde. Os exemplos listados na matéria da RBS citada mais acima eram de pessoas que extrapolaram o veganismo e passaram a evitar alimentos que nada têm a ver com o boicote à exploração animal.
Indivíduos assim suprimem da dieta, por exemplo, todo e qualquer alimento com quantidades não residuais de carboidratos e lipídios, ou com açúcar (cujo consumo acaba reduzido a zero, mesmo quando não há risco considerável de diabetes para o indivíduo), ou com doses altas de proteína, ou cozido (por motivos não ligados ao crudivorismo consciente), ou com sal.
Em poucas palavras, ortorexia e veganismo não têm qualquer relação entre si. Qualquer tentativa de associar ambos é propagação de preconceito e desinformação. Se você é vegan há pouco tempo, não precisa ter medo de que o consumo vegano leve você a uma seleção obsessiva de alimentos. E se você é vegan e tem ortorexia, não desista do veganismo. Procure ajuda médica, psicológica e nutricional – e se o(a) profissional for bem informado(a), saberá que seu veganismo nada tem a ver com esse distúrbio alimentar.
Fonte:http://veganagente.consciencia.blog.br/ortorexia-nao-tem-nada-a-ver-com-veganismo/#.V-cEqfArKUl

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