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JEJUM INTERMITENTE : TUDO SOBRE A DIETA POLÊMICA DAS FAMOSAS

Deborah Secco e Maria Flor na capa da #glamourdemaio (Foto: Isabel Garcia)
Coma só quando estiver com fome. Parece lógico e óbvio, mas se fosse simples assim não haveria obesidade no mundo, concorda? Acontece que retomar essa “simplicidade ancestral” com o chamado jejum intermitente tem feito muita gente voltar à forma em tempo recorde. A proposta é controversa, sim, mas não tão maluca como pode parecer à primeira vista, porque: 1) o jejum só é recomendado pra quem já segue uma dieta saudável e baixa em carboidratos; 2) requer, necessariamente, acompanhamento profissional; 3) se baseia em estudos sobre os hábitos e o metabolismo humanos. Quer saber mais, né?

O que é jejum intermitente?

A ideia aflorou em 2013, com o aval de Michael Mosley, médico e documentarista megarrespeitado na Europa, e ganhou força com a adesão de estrelas em busca de perda de peso rápida. Mosley propunha o método 5:2 – que consiste em alimentação normal por cinco dias e, nos outros dois, só 500 cal (mulheres) ou 600 cal (homens). Um semijejum, na verdade. É daí que deriva o jejum intermitente, só que baseado na premissa de reativar o hábito de priorizar a chamada comida de verdade, com pouco ou nada de industrializados, e só quando a fome (a de verdade) bater. Trata-se de uma sequência preestabelecida de jejuns de 16h, 18h e até 23h, revezados com dias de alimentação normal, sem conta de calorias. Aqui não cabe a clássica recomendação de comer de 3h em 3h, muito menos a lógica do “faça você mesmo”! O programa sempre precisa ser criado e acompanhado por um nutricionista.


A premissa: entender a fome

A primeira coisa aqui é entender o que é fome fisiológica e vontade de comer. “Peço pra pessoa pensar em um alimento de que não gosta muito. Se ela disser que comeria aquilo agora é porque está mesmo com fome! A fome não é seletiva. Então, espere que ela apareça para comer, e coma bem, até ficar saciado”, explica Fernanda Muller, nutricionista de atrizes como
Deborah Secco e Juliana Paes. Além dos fatores emocionais e genéticos que envolvem a alimentação, a fome é elevada à enésima potência pelo excesso de carboidratos que consumimos. “Eles fazem com que a gente produza mais insulina, o que reduz a taxa de glicose no sangue. Com essa queda, a vontade de beliscar vem mais rapidamente. Por isso, se essa pessoa não comer por um período longo, chega a passar mal”, explica Fernanda. Captou a matemática? Quanto mais carboidratos você come, mais precisa comer. Até por isso o jejum nunca pode ser feito sem um “desmame” prévio de carbo.


Recomendações pré-jejum

Antes de continuar, um alerta: diabéticos, mulheres grávidas ou amamentando e pessoas com problemas cardíacos não devem aderir ao método. E, pra ser honesta, nem você! “O jejum
intermitente só deve ser feito depois que o paciente estiver em uma dieta low carb & high fat há seis ou oito semanas, porque seu corpo terá aprendido a utilizar a gordura como fonte de energia”, diz Fernanda. Na prática, isso significa seguir a chamada dieta paleolítica, que tenta espelhar a alimentação dos nossos ancestrais, reduzindo carboidratos de absorção rápida e aumentando proteínas e gorduras. “Naturalmente, você passa a sentir menos fome, e o período entre as refeições fica mais longo. É o que chamamos de jejum natural, que precede o preparado pelo profissional.” Nisso, a pessoa já dá uma bela secada, viu?

Deborah Secco (Foto: Reprodução/Instagram)

O jejum intermitente esmiuçado

Muita gente se assusta com o termo jejum, mas a proposta é ficar sem comer só em períodos preestabelecidos. “Você não passa o dia inteiro em jejum. Nós somamos o seu tempo de sono com o mesmo tempo acordado sem comer. Se você dorme 8h, deve fazer 8h de jejum, dando 16h ao todo”, esclarece a nutricionista Daniela Cyrulin, da consultoria Nutrie&Consult. Você opta por não jantar ou não tomar café da manhã, por exemplo. Daniela indica fazer um dia de jejum e três dias seguindo uma dieta saudável e balanceada, sem refrigerante, fritura, farinha e tudo o que faça sua glicemia subir e aumente sua fome. Outra proposta é seguir a dieta paleolítica, sem restrição calórica, nesses dias. E o que pode durante o jejum? Água, chá natural e café preto com óleo de coco – mistura meio estranha, mas recomendada pra antes do exercício físico (não apenas liberado como também recomendado no período). 


Por quanto tempo fazer ou não

Há quem defenda o método como um lifestyle, mas até os experts acham que essa decisão é sofrida demais! O mais comum é o período de 20 dias, que permite perder até 5 kg. Depois é vida que segue!


O que o jejum faz com o corpo

Óbvio que ficar sem comer emagrece, mas daí a fazer bem... “Jejuns acima de 5h não são muito saudáveis porque, se o organismo não recebe energia da alimentação, vai buscar nas reservas de glicose do fígado e dos músculos. Quando essa reserva acaba é que o problema surge: nosso corpo passa a usar os próprios músculos (proteínas) pra obter energia, provocando perda da massa muscular”, enfatiza o endocrinologista Filippo Pedrinola. Os sintomas, ele lembra, são fraqueza, mal hálito e irritabilidade. Já os defensores dizem que a afirmação do médico só vale pra jejuns frequentes e em dias seguidos. “Se você fizer um jejum de mais de 5h todo santo dia, sim, seu corpo começa a achar que você está correndo risco e, por questão de sobrevivência, segura seus estoques de gordura e começa a usar músculos”, explica Daniela Cyrulin. “O revezamento de dias de jejum com ‘normais’ serve, justamente, para o corpo perceber que você não está em perigo e se adaptar a queimar a gordura acumulada.” Com o que todos concordam? É fundamental fazer exercícios físicos pra manter os músculos firmes e fortes; gente magra demais não pode fazer jejum; e cortar porcaria, excesso de farinha e fritura... olha, isso nunca fez mal a ninguém!


Fonte:http://revistaglamour.globo.com/Beleza/Fitness-e-dieta/noticia/2016/06/jejum-intermitente-tudo-sobre-dieta-polemica-das-famosas.html

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